As personagens principais deste documentário estão ausentes. Mortas. No esforço de dar vida às suas histórias, a diretora desafia três atrizes a viverem, no palco, as sensações e dúvidas de mulheres que vivem intimamente o risco de morte. Passo a passo, o processo artístico revela uma realidade que as abordagens convencionais do tema não alcançam, até se depararem com a última performance, Ato Final. Enquanto isso, o filme segue um grupo de vítimas de violência doméstica e de sobreviventes de tentativas de feminicídio. Em uma comunidade na periferia, elas trabalham para auxiliar outras mulheres e lutar por proteção e liberdade. Em ambos os casos, a sociedade se revela como um juiz que culpa as vítimas e faz com que se calem. Mas este é um filme sobre ouvi-las. É sobre gritar junto com elas. Suas histórias apontam na mesma direção: o feminicídio é a última violência que sofrem, não a primeira. Em quase todos os casos, elas enfrentam repetidas agressões e humilhações domésticas até a trágica consequência. Então, que papel você desempenha neste filme: vítima, agressor ou testemunha?